domingo, 11 de julho de 2010

EÈSÚN


Uso nos terreiros: Desconhecido

Uso em Ifá:

Do odù Ogbè atè em “Receita para fazer o pênis sair” (Verger 1995:142-143)

Do odù Ogbè òyékú em “Receita para tratar úlceras em várias partes do corpo” (Verger 1995:152-153)

Do odù Òsé méjì em “Receita para tratar úlceras nos seios” (Verger 1995:154-155)

Do odù Òfún méjì em “Trabalho para estabelecer um mercado público” (Verger 1995:326-327)

Do odu Ogbè òtúrá em “Trabalho para escapar de um processo na justiça” (Verger 1995:340-341)

Do odu Òsé òtúrá em “Trabalho para juntar novamente partes cortadas de um corpo” (Verger 1995:384-385)

Do odu Òsé méjì em “Trabalho para fazer alguém ir embora de onde vive” (Verger 1995:428-429)

Outros nomes yorubá: eèsún funfun, eèsún pupa, ìkén, èsìsún e eèsú. (Verger 1995:706)

Nomes populares: Capim-elefante, capim-napier, capim-cameroon

Nome latino: Pennisetum purpureum Schum., Gramineae

Origem: África.

ÈÈRÙ









Uso nos terreiros:

Conhecida nos terreiros como “bejerekun” é amplamente utilizada na preparação de atin (pó), banhos de defesa e em assentamentos de Orixá..

Nos candomblés, apenas as favas são utilizadas.

Atribuida a Òsányìn, possui propriedade gún.

Uso em Ifá

Do odu Irosun-méjì, juntamente com osùn, em trabalho para causar malefício a alguém.

Do odu Òtúrá ogbè, em “trabalho para despejar um locatário” (Verger 1995:407)

Do odu Ogbè òtúrá, constam: “receita para deixar o corpo leve” (Verger 1995:277) e “receita para ajudar a mulher a dar a luz suavemente” (Verger 1995:273)

De diversos odús, Verger (1995) cita, ainda, trinta e cinco receitas de uso medicinal (Oògùn)

Outros nomes yorùbá: èèrunjee olorin. (Verger 1995:736)

Nome popular: Pimenta-da-guiné

Nome latino: Xylopia aethiopica (Dunal) A. Rich., Annonaceae

EÉRAN EYE

Uso nos terreiros: Desconhecido

Uso em Ifá: Apenas citada por Verger (l995:714) como planta de Ifá

Outros nomes yorùbá: Òwú e Sokodoya (Verger 1995:714)

Nome popular: Capim-favorito, capim-natal.

Nome latino: Rhynchelytrum repens (Willd.) C. E. Hubb., Gramineae

Origem: África do Sul.

DÁGUNRÓ KÉKERÉ

Uso nos terreiros.

Para assentar Èxú com a finalidade de atrair prosperidade e defesa.

Uso em Ifá:

Do Odú Ìrosùn ìretè em “Receita para facilitar o nascimento dos dentes das crianças. (Verger 1995:216-217)

Do Odú Òsá òwónrín em “trabalho para fazer Ogum atacar alguém” (Verger 1995:306-307)

Outro nome yorùbá: Atikékeréheyín

Nomes populares: Erva-de-pinto

Nome latino: Alternanthera pungens Kunth, Amaranthaceae.

DÁGUNRÓ


Uso nos terreiros.

Para assentar Èxú e lavar seus assentamentos. Em trabalhos de união ou “amarração”. Se colhido pela manhã, bem cedo, está associada a Oxossi , se apanhado após o meio-dia, é própria de Èxú. Planta de fundamento na iniciação de pessoas de Xangô Afonjá. É uma folha com caracterísitcas gún.

Uso em Ifá:

Do Odú Ósá ówónrín em “trabalho para fazer Ogum atacar alguém” (Verger 1995:306-307)

Dágunró, (significa) “para-guerra”, é o nome dado a plantas espinhosas de três famílias diferentes: dágunró gogoro, “alta”, para o ACANTHOSPERMUM HISPIDUM, Compositae (carrapicho rasteiro); dágunró kékeré “pequena”, para a ALTERNANTHERA PUNGENS, Amaranthaceae (erva-de-pinto); e dágunró nlá, “grande” para a TRIBULUS TERRESTRIS, Zygophyllaceae.” (Verger 1995:30)

Nomes populares: Carrapicho-rasteiro, carrapicho-de-carneiro.

Nome latino: Acanthospermum hispidum D.C., Asteraceae (Compositae)

DÀGÌRÌ DOBO


Uso nos terreiros:

Usada no àgbo da iniciação e obrigações periódicas.

Tem a função de facilitar o transe, tirar a consciência mediúnica e acalmar o ori do iniciado. Está associada a Òxàlá e Yemonjá por isto é utilizada para todos os Orixás.

Uso em Ifá:

É citada por Verger (1995:660) com o nome latino Datura candida (Pers.) Saff., (Sinonímia) porém, não consta em sua literatura nenhum trabalho.

Nomes populares: Trombeta-branca, cálice-de-venus, trombetão-branco, trombeta-de-anjo, saia-branca, vestido-de-noiva, zabumba-branca, trombeta-cheirosa, babado, dama-da-noite.

Nome latino: Brugmansia Suaveolens Bercht & Presl. Solanaceae.

BÙJÉ


Uso nos terreiros:

Folha importante na iniciação e no Àgbo dos filhos de Öbaluaiyé.

Utilizada no ritual de lavar a cabeça para “tirar a mão” de zelador morto.

Folha associada a Öbaluaiyé e Nana orixás ligados à morte. Possui características masculina, gún e ligada ao compartimento Terra.

Em Cuba, é atribuida a Yemonja, pelos Lucumi, provavelmente pelo fato de possuir frutos redondos.

Uso em Ifá:

Em trabalho do Odú Ojonile, para livrar alguém de uma morte eminente (para enganar a morte)

Bùjé é o nome dado a plantas que são usadas na preparação de tatuagens e de tintura preta para cabelo” (Verger 1995:30). Dentre as várias espécies conhecidas como bùjé, na África, destacam-se a Morelia senegalensis A Rich., conhecida, também, pelos nomes yorubá; bùjé dúdú, dàndòjé, Osàngodó, àsógbódùn, àsógbódò e onípowòjé (Verger 1995:698) e a Rothmannia longiflora Salisb., pelos nomes: bùjé nlá, bùjé wéré, iná apá e èkàn igbó. (Verger 1995:715), ambas da familia das rubiaceae.

Nome popular: Jenipapeiro

Nome latino: Genipa americana L., Rubiaceae