domingo, 15 de agosto de 2010

ÈGÉ



Uso nos terreiros:


Com a farinha de mandioca, prepara-se o padé (diversos tipos de farofas) que é indispensável nas oferendas aos Orishá.

O ebá, pirão de farinha de mandioca, serve para forrar a gamela onde é colocado o amalá oferecido a Shàngó.

As bolas de farinha feitas com dendê ou água, são com freqüência utilizadas em ebó para Eshu

As bolas de farinha com água e, com um pequeno pedaço de carvão vegetal encima, são oferecidas para Égún.

Com a raiz se faz trablho para Òshálá acalmar alguém.

“A raiz da mandioca que possui uma forma alongada está associada a Eshù, que é uma entidade fálica” (Barros & Napoleão 1999:124), e assim como as folhas, são masculinas. É um vegetal gún associado ao elemento Fogo.


Uso em Ifá:


Do odu Òdí méjì em “receita para tratar diarréia” (Verger 1995:187)

Do odu Ìrètè olota (Ìrètè Òwònrín) em trabalho para conseguir dinheiro rapidamente (Verger 1967:38) temos o ofó:


Má mu mi ni jèdíjèdí

Ègé

Má mu mi ni jèdíjèdí


Não me obstrua

Ègé

Não me obstrua


Outros nomes yorubá: ègé funfun, ègé òkè, gbàgùúdá, gbàjadà, pákí e lánàsé. (Verger 1995:693)

Nomes populares: Mandioca, aipim, macaxeira

Nome latino: Manihot esculenta Crantz., Euphorbiaceae.

Um comentário:

  1. Meu nobre, foi um prazer conhecer o seu blog.
    Também sou Professor/Historiador e Iniciado (Jeje). Minha linha de pesquisa é História da África, o que não nos desprende, enquanto brasileiros, do culto às entidades africanas.
    Acredito que, com trabalhos de divulgação como o nosso, o candomblé está passando por uma mudança de paradigma, fundamental para a sua reafirmação e preservação.
    Aboru boye boxixe!
    Axé!

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