segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ÀPAKO


Uso nos terreiros:


È sob o bambuzal que se deposita oferendas para Oyá. Todavia, o bambuzal é próprio de Ndako Gboya, ancestral divinizado de origem Nupe, associado a Òxálá, que é cultuado numa fogueira.

As folhas do bambu verde compõem um banho muito eficaz contra depressão cuja formula segue:

Cozinhar em uma panela por 30 minutos folhas de:

Bambu, goiabeira, laranjeira, mangueira e erva-cidreira (capim-limão)

Colocar um pedaço de carvão dentro do banho durante a fervura.

Acrescentar mel ou um copo de caldo de cana. Coar e tomar o banho frio da cabeça aos pés.

O bambu é conhecido em Cuba, popularmente, como cana-brava, os lucumis o denominam de pako, iggisú e yenkeyé (Cabreira 1992:366).


Uso em Ifá:


Do odú Èjìogbè em “Receita para tratar dor nos olhos” (Verger 1995:218-219)

Do odú Ìká òkànràn em “Receita para tratar lepra” (Verger 1995:252-253)

Do odú Òtúá wòrì em “Trabalho para fazer Exu atacar alguém” (Verger 1995:306-307)

Do odú Òyèkú ìrosùn em “Trabalho para fazer alguém ter insônia” (Verger 1995:420-421)

Do odú Òbàrà ìwòrì em “Trabalho para fazer alguém se perder” (Verger 1995:424-425)

Verger (1995:702) classifica o bambu como Oxytenanthera abyssinica (A Rich.) Munro, Gramineae


Outros nomes yorùbá; pakó, aparun, òparun e òpa. (Verger 1995:702)

Nome popular: Bambu

Nome latino: Bambusa vulgaris Scharad., Gramineae.

2 comentários:

  1. O bambuzal está intimamente vinculado a Egun, recebendo talvez por isso o nome de "floresta da morte", pois acredita-se que dentro dele habita Ikú, a deificação da morte.

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  2. O bambuzal está intimamente vinculado a Egun, recebendo talvez por isso o nome de "floresta da morte", pois acredita-se que dentro dele habita Ikú, a deificação da morte.

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